Diário de um poeta #3

Toda boa história tem um começo fragmentado em sinais de como ela vai terminar, às vezes temos a sensação de já saber como vai terminar, e nem sempre isso acontece como desejamos. Eu diria o mesmo sobre essa história em específico, Afinal, ela tem um começo que se dá em inúmeras partes da vida do pequeno poeta, cada detalhe, cada acontecimento dessa vida em construção, é uma parte importante do desfecho que ainda não foi escrito… haha

 

O Poeta que se achava especial e melhor!

 

Desde que me entendo por gente, minha mãe me leva  à igreja, por parte da família dela quase todos são evangélicos. Nessas idas semanais a igreja, ainda bem novo, eu desenvolvi uma paixão muito grande pela música. Com meus 14 anos comecei aprender a tocar teclado e desde então eu não parei mais. Além de tocar instrumentos, minha paixão musical também se manifestou na escrita, isso porque alguns anos antes eu descobri o maravilhoso mundo da leitura, foi algo mágico, eu estava mexendo nas coisas das minhas irmãs e achei um livro antigo de poemas de diversos autores e simplesmente me deixei levar por um texto, o livro era velho já, estava rasgado perto do dorso, na parte de baixo, tinha uma capa que parecia o teto da Capela Sistina, que foi pintada por Michelangelo, o texto era “O Gondoleiro do amor” de Castro Alves, eu simplesmente decidi ler dali em diante quantos livros eu pudesse ler. E quando me encontrei na musica juntei essas duas paixões em uma só, comecei a escrever algumas pra cantar na igreja, mas nunca cheguei a ter coragem de cantar alguma lá. 

Com essas coisas acontecendo, eu fui sendo apresentado aos sentimentos que me levaram a viver o primeiro amor. 

Era 8ª série, eu era um garoto meio a meio, meio nerd, meio descolado, e não era bem sucedido em nenhuma das duas modalidades. Eu estava nessa de musicas gospel, quando decidi escrever uma musica diferente das outras , uma romântica, de fazer chorar, uma musica que substituísse as flechadas do cupido. Não saiu nada de musica, mais foi bem aceita pelas colegas de classe como poesia, e assim eu comecei a escrever versinhos cheios de “mimimi” e rimas forçadas. E é exatamente aqui que o diário começa. 

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